Louro


Laurus nobilis

O loureiro é oriundo do Mediterrâneo Oriental, mas é desde há muito cultivado no Norte da Europa e nas Américas. Esta árvore chegou a simbolizar a sabedoria e a glória dos Gregos e dos Romanos, que coroavam reis, poetas, campeões olímpicos e generais vitoriosos com coroas feiras com as suas folhas lustrosas e coriáceas. Muito embora existam inúmeras variedades de louro, apenas o L. nobílis é utilizado em culinária.

Utilizações culinárias

As folhas de louro libertam o seu sabor devagar, por isso são perfeitas para usar em caldos, sopas, guisados, molhos, marinadas e salmouras. Ponha uma ou duas folhas por cima de um patê ou terrina caseiros antes de os cozinhar; adicione louro a qualquer guisado de peixe ou combine com limão e funcho quando rechear a cavidade de um peixe para assar; inclua as folhas nas espetadas (demolhe primeiro as folhas secas em água), ou junte-as a um pilafe. O louro é sempre incluído num bouquet garni (ramo de cheiros) e para aromatizar o leite quando se faz um molho bechamel. Vai bem com feijão, lentilhas e tomate, em especial para temperar um molho de tomate. Os Turcos usam o louro em pratos de carneiro cozinhados ao vapor e de cozedura lenta; os Marroquinos usam-no em tagines de galinha e de carneiro; os Franceses associam-no à carne de vaca em daubes provençais. O louro confere uma fragrância agradável, invulgar e picante a cremes e pudins de arroz e a pratos de frutos cozidos. Nos bazares turcos de especiarias, as caixas de figos secos são muitas vezes forradas com folhas de louro. Duas ou três folhas de louro temperam um prato para quatro a seis pessoas; se puser louro de mais, o sabor ficará demasiado forte. Retire as folhas antes de servir. Saiba também que na Índia, em certas partes das Caraíbas e na América do Sul, também se podem chamar folhas de louro às folhas de outras especiarias.

Essencial para ramos de cheiros e molho bechamel.

Vai bem com carne de vaca, castanhas, frango, citrinos, peixe, caça, feijão-verde, carneiro, lentilhas, arroz e tomate.

Combina bem com pimenta-da–jamaica, alho, zimbro, manjerona e orégãos, salsa, salva, segurelha e tomilho.

Folhas Frescas

As folhas frescas do loureiro precisam de ser esmagadas ou esfregadas para libertarem os seus componentes aromáticos. O louro é uma planta indispensável nas cozinhas francesa e mediterrânica.

Ramo de Cheiros

Um ramo de cheiros é um molho de ervas aromáticas usado para aromatizar pratos de cozedura lenta. Este inclui alguns raminhos de tomilho e de salsa e uma folha de louro.

Folhas Secas

As folhas secas de louro devem permanecer com uma cor verde e baça como a das folhas da salva e não devem ficar amarelas ou castanhas. Esmigalhe ou triture as folhas apenas quando precisar delas.

Notas de Sabor

O louro tem um aroma doce e balsâmico com notas de noz–moscada e cânfora e uma adstringência refrescante. As folhas frescas são levemente amargas, mas esse travo amargo diminui se as guardar por um ou dois dias. As folhas completamente secas possuem um sabor forte e sabem melhor quando foram secas há muito pouco tempo.

Partes Utilizadas

As folhas frescas e secas.

Comprar e Guardar

Pode usar as folhas frescas, mas as secas são menos amargas. Para secarem, estenda as folhas num local escuro e bem arejado ate ficarem quebradiças. Se forem guardadas num recipiente hermético, as folhas secas conservam o seu aroma e sabor pelo menos durante um ano, mas as folhas velhas não têm sabor.

Plante Você Mesmo

Apesar de o louro se dar melhor em regiões quentes, é capaz de sobreviver num local abrigado e soalheiro nos climas mais frios. É uma boa planta para envasar, com a vantagem de poder ser levada para dentro de casa em alturas de muito frio. Nos climas quentes produz flores pequenas e amarelas na Primavera, seguidas por bagas purpúreas (que não são comestíveis). As folhas podem apanhar-se durante todo o ano.